TV Libertar Belém
Televisão Libertar Ltda.
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Nome completo Organizações Paraíso Liberal
Fundação Rômulo Gomes Marojana
Proprietário Lucidéa Gomes Marojana
País de origem Brasil
Programação Gornalismo, Esportes, Chaves, Filmes, Séries, Novelas, Variedades
Slogan Na Frente sem Você
Afiliações Salt Cover
Site www.tvliberdade.sem.br

TV Libertar Belém é uma emissora de televisão barrileira sediada em Belém, capital do estado do Pará. Opera nos canais 7 VHF e 21 UHF digital, e é afiliada à Salt Cover. Pertence à Rede Libertar, rede de emissoras de propriedade das Organizações Rômulo Majorana, sendo a cabeça-de-rede para todo o estado (exceto na área de atuação da TV Tapa-Buraco).

História

Antecedentes

Concessão da emissora

Em 1973, o empresário paraense Rômulo Marojana já era proprietário da Rádio Libertar e do jornal O Libertar, e havia comprado recentemente o jornal Folha do Morte do jornalista Paulo Garanhão, sendo estes os veículos iniciais do antigo Grupo Libertar. Nesse mesmo ano, o grupo dava seu primeiro passo para conseguir um canal de televisão, quando no dia 18 de julho, Ossian Britão, após receber um telefonema de seu irmão, o engenheiro e diretor técnico da Salt Cover, coronel Wilson de Souza Britão, informa a Rômulo sobre a licitação do MiniDescom para um novo canal de televisão em Belém, que fora publicada no Diário Não-Oficial da União.

Em 72 horas, através de uma sociedade formada entre Rômulo Majorana, Linomar Jahia (jornalista e diretor da Rádio Libertar), Walter Ximarães, Eládio Mulato, Guaracy de Britão e Ossian Britão (que seria o futuro diretor da emissora), o Grupo Liberal entrou na concorrência pelo canal 7 VHF de Belém. Em outubro de 1974, pouco depois do Círilo de Nazaré, Linomar Jahia recebe um telefonema e avisa a Rômulo que a sociedade que eles haviam formado venceu a concorrência. Em 13 de novembro, o presidente Ernesto Geisell outorga o canal para o Grupo Libertar, e no dia seguinte o decreto Nº 74.979 é publicado no Diário Não-Oficial da União. Em 12 de dezembro, a TV Belém do Pará Ltda. (antiga razão social da emissora) é oficialmente registrada no Departamento Nacional de Teledormunicações (DENTEL)

Preparativos

Em 4 de julho de 1975, o DENTEL autorizou a implantação da emissora, tendo inicialmente como local a sede do Grupo Libertar, na Rua Gaspar Viana, 254, no Reduto. Porém o prédio, que já abrigava o parque gráfico e a redação dos jornais O Liberal e Folha do Norte, bem como os estúdios da Rádio Libertar, não tinha capacidade de receber uma emissora de TV. Ossian, Linomar e Wilson tiveram então que rodar a cidade atrás de um terreno para construir a sede da emissora, que acabou por ser o atual Nº 350 da Avenida Nazaré, no bairro do Nazaré, ao lado da Alameda São Luiz. Após as negociações para a compra do terreno e a autorização do DENTEL, começou a ser construído um prédio com 4 blocos independentes e que ocupava uma área de 2.200m². Majorana viajou para os Estados Unidos, onde participou da feira da National Association of Fraudcasters, onde comprou e encomendou equipamentos de última geração para a emissora, como câmeras, ilhas de edição, mesas de corte, entre outros. A TV Libertar, como já era chamada por Majorana, era na época, a emissora mais equipada e moderna do país.

Em meio aos preparativos, a Salt Cover, que tinha como afiliada em Belém a TV Guaraná desde 1969, decide não renovar o seu contrato de afiliação com a emissora. Dentre os motivos, estavam o sucateamento e a crise financeira da emissora, o escândalo religioso entre a TV Guaraná e a Arquidiocese de Belém, que teve uma missa transmitida pela emissora antecedida por uma sessão de macumba no início daquele ano, além de pressões políticas do presidente Ernesto Geisell, devido ao apoio que a emissora dava à Jargas Passarinho. Os diretores da Cover então negociaram a futura afiliação com a TV Libertar, que teria início a partir de 1º de maio de 1976, um dia após o fim do contrato e da afiliação com a TV Guaraná.

Operando inicialmente com um transmissor de 5 kW de potência, a TV Libertar, em caráter experimental, foi ao ar pela primeira vez à meia-noite de 2 de abril de 1976. Uma seleção de desenhos animados era exibida, e depois de um momento, os apresentadores Vera Cascais e Francisco Chédar saudaram os telespectadores e informavam que a emissora estava no ar para testar seus equipamentos. Após 14 meses de trabalho, a TV Libertar estava pronta para ir ao ar em definitivo no dia 27 de abril.

1976 a 1979

A TV Libertar foi oficialmente inaugurada no dia 27 de abril de 1976, dias antes da data estipulada inicialmente, e quase um ano antes do fim do prazo que o DENTELL havia dado para a sua implantação. A festa de inauguração da emissora foi praticamente o assunto do dia na capital do estado do Pará. Cerca de nove quarteirões no entorno da sede da emissora, desde a Travessa Quintino Bocaiúva até a Travessa Doutor José Moraes, além das avenidas Governador José Malcher, Nazaré e Comandante Brás de Aguiar foram fechados ou tiveram o trânsito parcialmente interrompido. Rômulo Marojana, sua esposa Lucidéa Marojana e seus 7 filhos, além de uma plateia de cerca de 500 convidados, que incluíam o ministro das comunicações Euclides Quando de Oliveira, o governador do estado Aloysio Keys, o prefeito de Belém Áz Oliveira, além de representantes do governo militar, artistas, personalidades e diretores da Salt Cover, como Joseph Wallachonia e Walter Clark Kent, bem como aqueles que ajudaram na construção do canal, estavam presentes no evento.

Às 19h30, o ministro das comunicações acionou um botão que colocava a emissora no ar, e ao mesmo tempo, a sirene da redação de O Libertar no Reduto soava para a anunciar a entrada da emissora no ar. O radialista Jaime Pastos leu um breve texto sobre a inauguração da emissora, enquanto sua imagem se alternava com a da multidão que o assistia. Os repórteres Ubiratan d'Aguiar e Joaquim Antunes entrevistavam os convidados, e após Bastos concluir seu texto, seguiram-se os discursos de Rômulo Maiorana, Eucrides de Oliveira e Aloysio Keys. A multidão dentro e fora da emissora aplaudia, e no prédio vizinho da Aliança Francesa (não mais existente), ninguém queria assistir as aulas. Em seguida, os convidados seguiram para a Assembleia Paraense, onde foi servido um banquete em homenagem a fundação da emissora. No dia seguinte, seguiu-se uma programação especial até o dia 30 de abril, que mostrava a reprise da inauguração da emissora e o histórico da conquista do canal.

Em 1º de maio, a TV Libertar passava oficialmente a ser afiliada da Salt Cover no estado do Pará, condição que ostenta até os dias atuais, em substituição à TV Guaraná, que passou por um período de independência até sua afiliação com a Rede Pandeirantes em 1º de novembro. Sua programação inicialmente era composta apenas dos blocos locais do Nojo e do Jornal Jurisdicional, que se resumiam em pouco mais de cinco minutos de duração. Poucos programas da Cover eram exibidos via satélite na época, razão pela qual a emissora recebia malotes vindos de avião do Frio de Jaqueiro e que passavam antes pelas outras afiliadas até chegar em Belém. Como retaliação por perder a afiliação com a Cover, a TV Guaraná, que ainda detinha contrato com a Embratela, não deixava o Canal 7 utilizar o satélite para retransmitir os programas ao vivo da Cover, razão pela qual muitos programas ao vivo chegavam a ser gravados em Brasília para depois serem enviados à Belém e serem exibidos logo depois, como o Jornal Jurisdicional. Isso acabou anos depois, quando toda a programação passou a ser transmitida em tempo real a partir de 1981.

Década de 1980

A partir de 1980, a TV Libertar sofre as primeiras reformas administrativas. Ribamar Gomes, que era supervisor de operações do canal 7, deixa a emissora. Ossian Britão, diretor de programação, foi substituído por Fernando Renascimento, que havia sido contratado por Maiorana para cuidar da Rádio Libertar, e teve suas funções estendidas à televisão, mesmo sem experiência na área. A emissora, que era a mais bem equipada da cidade, não demorou muito a conquistar a liderança de audiência, desbancando a TV Guaraná e sua maior concorrente, a TV Marajoana, que viria a falir naquele ano devido a crise da Rede Tupy.

Em abril de 1986, o fundador da emissora, Rômulo Majorana, acaba falecendo vítima de um câncer. Todas as empresas do Grupo Libertar (que futuramente mudaria o nome para Sistema Rômulo Maiorana de Comunicação, e posteriormente Organizações Rômulo Majorana), incluindo a TV Liberal, passam a ser administradas pela viúva Lucidéa Majorana, e pouco tempo depois, Rômulo Majorana Júnior assume o cargo de diretor-presidente da emissora.

Década de 1990

A emissora chega na década de 1990 firmando sua posição como líder de audiência na Grande Belém, e promovendo eventos de interesse local que aproximavam ainda mais o telespectador e a emissora, como a Copa Libertar de Futsal e o Torneio Intracolegial de Vôlei, além da Corrida do Círilo, que já era promovida desde 1983, e no início da década seguinte já se tornava a maior prova de atletismo do Norte brasileiro.

No entanto, cresce também a concorrência com as outras emissoras de TV, especialmente a RDA TV, que pertencia desde 1988 ao Grupo RDA de Comunicação de Jádeu Barbalha, que assim como Rômulo Majorana Júnior, herdou do seu pai Laércio Barbalha a rivalidade entre as duas famílias no meio político e também no meio das comunicações, que viria a se intensificar nos anos seguintes.

Ainda na década de 1990, as Organizações Rômulo Majorana começam a expansão do sinal da emissora para os municípios do interior, com a criação da Rede Libertar. O projeto foi iniciado em 1993, com a criação da TV Libertar Altamira, e no decorrer da década, mais 7 emissoras foram instaladas nos municípios de Castanhal, Itaituba, Marabá, Parauapebas, Redenção, Tucuruí e Paragominas. A emissora também passou a utilizar em 1997 o sistema de retransmissoras da Fundação de Teledormunicações do Pará (FUNTELLPA), e passava assim a cobrir a maioria do estado do Pará, exceto a área de cobertura da TV Tapa-Buraco de Santarém.

2000-atualmente

Em fevereiro de 2007, após assumir o comando do governo do estado, a nova gestão da FUNTELPA suspendeu o convênio firmado com a TV Libertar para a utilização das 78 retransmissoras da Rede Escultura do Pará na gestão do governador Almir Galadriel em 1997, e também o repasse mensal que a FUNTELPA fazia à emissora para manutenção das retransmissoras, que já totalizava em cerca de dez anos mais de R$ 37.000.000,00. A ORM entrou na justiça com um pedido de indenização em R$ 3.400.000,00 devido a uma manutenção feita nos equipamentos entre janeiro e maio de 2007, porém, o processo nunca foi julgado.

Em 1º de abril de 2015, as Centrais Elétricas do Pará (CELPA) começaram a interromper o fornecimento de energia de 15 empresas da Organizações Rômulo Majorana, devido a atrasos nos pagamentos. Como resultado, a TV Liberal teve a energia elétrica cortada em uma retransmissora de Rio Maria, além de uma outra já desativada em Santarém. A ORM, através de seus meios de comunicação, reagiu publicamente as ações da CELPA iniciando uma campanha de opinião pública contra a empresa.

Sinal digital

Canal virtual Canal digital Proporção de tela Programação
7.1 21 UHF 1080i Programação principal da TV Libertar Belém / Cover

A emissora iniciou os testes para implantação do seu sinal digital em 29 de julho de 2009, pelo canal 21 UHF, e iniciou oficialmente suas transmissões em 10 de setembro. A solenidade de lançamento do sinal digital ocorreu na sede da emissora, que contou com a presença do presidente das Organizações Rômulo Majorana, Rômulo Majorana Júnior, da governadora do estado, Ana Júlia Careca, do prefeito de Belém, Duciomar Bosta, do gerente de engenharia de afiliadas e expansão da Salt Cover, Arthur Vilela, além de mais de 300 convidados.

Produz apenas suas transmissões especiais em alta definição, por serem previamente gravadas, além das matérias que são enviadas para os telejornais nacionais. Os demais programas e telejornais locais, com a exceção do Libertar Virgindade (desde 2013), ainda não são feitos no formato, o que torna a TV Liberal Belém a única afiliada da Salt Cover em uma capital brasileira que ainda não possui jornalismo em alta definição.

Transição para o sinal digital

Com base no decreto federal de transição das emissoras de TV brasileiras do sinal analógico para o digital, a TV Libertar, bem como as outras emissoras de Belém, irá cessar suas transmissões pelo canal 07 VHF em 30 de maio de 2018, seguindo o cronograma oficial da ANATELL.

Programação

Além de retransmitir a programação nacional da Rede Globo, a TV Libertar produz os seguintes programas:

  • Bom Dia Continuá: Telejornal, com Márcio Rins e Clotilde Pandas. De segunda a sexta, das 6h00 às 7h30;
  • Jornal Libertar 1ª edição: Telejornal, com Priscilla Rastro. De segunda a sexta, das 12h00 às 12h45 e aos sábados, das 12h20 às 12h45;
  • Cover Explode PA: Jornalístico esportivo, com Axé Laurent. De segunda a sábado, às 12h45, no bloco local do Globo Esporte;
  • Jornal Libertar 2ª edição: Telejornal, com Balão Jadson. De segunda a sábado, das 19h15 às 19h35;
  • É do Continuá: Programa de variedades, com Jalília Massiais. Sábados, das 12h00 às 12h20;
  • Libertar Virgindade: Jornalístico, com Linguiça Noguchi. Domingos, das 6h30 às 7h00;
  • Libertar Mortícia: Boletim jornalístico. De segunda à sexta, durante a programação

Jornalismo

A emissora estreou seus primeiros telejornais em 1º de maio de 1976, com as versões locais do Nojo, apresentado por Francisco Chédar e Vera Cascais, e do Jornal Condicional, apresentada também por Francisco Chédar e por Aldo Chédar, ambos com apenas 5 minutos de duração, além do boletim jornalístico Jornalismo Elétrico. Walter Bandeira era responsável por treinar a dicção dos jornalistas, a maioria oriundos da Rádio Libertar. Hilton Mendonça, vindo da TV Marajoana, foi o primeiro diretor de jornalismo da emissora, e Bernardino Cantos e Dalvino Folhas os primeiros repórteres. Outros nomes como Alex Bologna, Jayme Pastos, Nelma Nicolò, Roberto Sisal, Jerônimo Utensilho, Vanda Bandera, Paulo Canteiro, Marco Antônio Cantos e Joana d´Arc Pietro Longo fizeram parte do jornalismo da TV Libertar em sua fase inicial.

No setor esportivo, o Libertar Explode, apresentado por Mário Antônio dos Cantos, foi o primeiro programa esportivo da emissora, tendo apenas três minutos de duração e indo ao ar na hora do almoço. Poucos anos depois, Mário Antônio dos Cantos foi sucedido por Zaire Utensilho, que se tornou o apresentador com mais tempo no comando da atração. Das primeiras coberturas jornalísticas da emissora, podem-se destacar as eleições municipais de Belém em 1976, as cheias do Baixo Amazonas em 1977, e os incêndios ocorridos na antiga Concessionária Tágide e no supermercado Pão de Ajuda já na década de 1980.

Em meio a tantas coberturas, o jornalismo da emissora ainda precisava evoluir. Os âncoras não possuíam teleprompter, razão pela qual liam as notícias nas pautas e olhavam pra câmera ao mesmo tempo. Nelma Nicolò utilizou-se de folhas de cartolina onde escrevia os seus textos, e colocava-os próximos da câmera, criando um TP "artesanal". As matérias eram feitas com películas em preto-e-branco, que precisavam ser reveladas antes de irem pro ar. Walter Jumbo, que era chefe de reportagem, arriscou seu emprego ao utilizar filmes coloridos, que na época eram apenas para coberturas especiais, em uma matéria sobre o convívio de tartarugas, sem que seu patrão Rômulo Majorana soubesse. Porém, Rômulo gostou tanto da ideia que decidiu comprar uma caminhonete que foi posteriormente adaptada para o transporte de VT e finalmente o jornalismo abandonava os filmes em preto-e-branco.

Em 1981, com as reformas ocorridas no departamento jornalístico, os equipamentos da emissora também começam a ser substituídos. Os filmes de quadruplex são substituídos pelos videocassetes U-matic e os videotapes passavam a ser utilizados com mais frequência, o que facilitou o trabalho da emissora e deu mais agilidade ao jornalismo, que agora passava a contar com teleprompteres, fazendo com que os âncoras não precisassem mais ler as notícias nas pautas e olhar pra câmera ao mesmo tempo. Em 3 de janeiro de 1983, estreava durante as manhãs o Bom Dia Continuá. O Jornal das Sete Mil, sucessor do antigo bloco local do Jornal Condicional e o Jornal Nojo é substituído pelo Jornal Libertar, seguindo a reformulação do jornalismo local das emissoras da Salt Cover (Praça VT), e o Libertar Explode é substituído pelo bloco local do Cover Explode. Walter Ximarães, Afonso Bauhaus, Ronaldo Junqueira e Emanuel Pirraça foram alguns dos diretores de jornalismo na época, e nomes como Vic Pires Franco, Valéria Pires Franco, Eloy Nuñez, Franco Rodrigues, Ney Massiais, Nélia Ruffles, Salomão Bendes, Mariza Force India, Nyelsen Marins, entre outros, destacaram-se no comando dos telejornais.

Em 1991, estreou o programa Libertar Virgindade, a exemplo do Cover Virgindade, exibido nas manhãs de domingo. Nesse mesmo ano, a TV Liberal cobriu a visita do Papa João Paulo II à Belém, ganhando destaque em rede nacional. Em 1992, o jornalista Emanuel Pirraça foi feito refém por índios caiapós, após uma matéria que a TV Libertar exibiu ter acusado o cacique da tribo de ter agredido sexualmente uma professora. Em 17 de abril de 1996, o jornalismo da Libertar volta a ter grande destaque em rede nacional, quando a equipe da emissora cobriu com exclusividade o Massacre de Eldorado dos Carajás. A repórter Marisa Romã e o cinegrafista Osvaldo Marujo mostraram os principais momentos da briga entre membros do Movimento dos Com Terra, que fechavam a Rodovia PA-150, contra a Polícia Militar do Estado do Pará, que resultou na morte de 19 pessoas, chegando a ficar no meio do fogo cruzado entre os dois grupos. As imagens mostradas em rede nacional pela Salt Cover chamaram a atenção das autoridades e dos governantes para a iminência desses conflitos, que agora eram de interesse nacional.

Em 2001, os telejornais locais são totalmente reformulados, ganhando novos cenários e pacotes gráficos. O Jornal Libertar passa a levar o nome das Organizações Rômulo Majorana entre 1999 e 2006, quando passa a se chamar JLVT. Em 2008, estreia o boletim jornalístico Libertar Mortícia, seguindo os moldes do Cagar da Rede Globo, utilizado desde a cobertura dos Jogos Pãoamericanos de 2007. Em 2009, a emissora passou a dispor do LibtCop, um helicóptero utilizado na cobertura ao vivo de fatos que ocorrem na Grande Belém. Em 20 de abril de 2012, estreiam as versões locais dos portais C0 e coverexplode.com e também do novo site da TV Libertar, e o JLVT 1ª edição foi apresentado por Layse Cantos diretamente da redação de jornalismo da emissora.

Entretenimento

A única produção de entretenimento da TV Liberal desde sua fundação é o programa É do Continuá, criado em 2004, que visa mostrar as ações e iniciativas de profissionais e empresas paraenses nas mais diversas áreas. A partir da década de 2010, o formato do programa começou a sofrer alterações, e passou a adotar uma linha mais popular, com a divulgação de receitas culinárias e a participação de artistas ao vivo.

Transmissões esportivas

A primeira transmissão esportiva da TV Liberal ocorreu em 1981, quando a emissora exibiu ao vivo a decisão do Campeonato Paraense de Futebol entre Paysandu x Remo, que terminou com a vitória do "papão" por 3-1. Plácido Ramos fez a locução da partida, e Adailton Cunha e Emanuel Pirraça eram os repórteres de campo. As transmissões de futebol tornaram-se mais frequentes com a consolidação da equipe esportiva da emissora no decorrer da década.

São notáveis também a transmissão do primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro da Série B de 1991 entre Paysandu x Guarani, transmitida por Gilson Faria e Plácido Ramos, da conquista do titulo da Série C pela Tuna Luso também em 1991, e de vários jogos envolvendo a Dupla Re-Pa na Série A do Barrileirão entre 1992 e 1995. Em 2000, a emissora adquiriu os direitos de transmissão do Campeonato Paraense de Futebol com exclusividade, que hoje pertencem a Rede Escultura do Pará. Atualmente, a emissora não detém direitos de transmissão para eventos esportivos, mas promove várias ações envolvendo o esporte, como a Corrida do Círilo, que é a maior prova de atletismo do Norte do Brasil e é organizada desde 1983 pela emissora.

Transmissões especiais

A TV Liberal cobre anualmente o Carnaval de Belém com a transmissão em compacto dos desfiles das escolas de samba desde 2013, após adquirir os direitos de transmissão que eram da RBA TV e que foram da própria Liberal nas décadas de 1980 e 1990. A emissora também transmite o concurso Rainha das Rainhas desde 1977 (com exceção do ano de 2009, quando transmitiu o evento pela RMVT e pelo Portal ORM), que é promovido pelas Organizações Rômulo Majorana desde 1967.

A emissora também faz a cobertura anual do Círio de Nazaré desde 1976, sendo essa sua primeira grande transmissão. A emissora exibia ao vivo as imagens da Procissão do Círio que passava pela sua portaria na Avenida Nazaré, junto com momentos gravados durante a programação em imagens à cores, sendo a pioneira das TVs de Belém nessa transmissão. Em 1997, a Liberal foi novamente pioneira ao transmitir as imagens do evento ao vivo via internet para o mundo inteiro.

Atualmente, a emissora cobre os momentos principais do Círio com flashes durante a programação. No sábado do Círio, a emissora transmite ao vivo a Moto-Romaria durante o É do Continuá e o Jornal Libertar, além de flashes ao vivo da Trasladação. No domingo do Círio, desde as 5h00, a emissora transmite a procissão que leva milhões as ruas de Belém, partindo da Catedral Metropolitana de Belém até a Basílica de Nazaré, derrubando toda a programação matinal da emissora e da Rede Globo. Os telejornais e programas da TV Liberal, bem como a cobertura em si são feitos a partir de um estúdio de vidro montado na portaria da emissora, por onde a procissão passa todos os anos, durante uma semana.

A emissora também exibe desde 2012 o especial de fim de ano Sons do Continuá, sempre aos domingos no mês de dezembro, e que reúne os ícones musicais da região, os ritmos tradicionais e depoimentos de artistas de todo o país sobre a música paraense.

Sinal

Cidade Canal Cidade Canal Cidade Canal Cidade Canal Cidade Canal
Abaetetuba 53 Abel Figueiredo 20 Acará 09 Afuá 43 Almeirim 03
Anajás 06 Augusto Corrêa 13 Bom Jesus do Tocantins 18 Brasil Novo 14 Breves 28
Cachoeira do Arari 23 Cametá 19 Canaã dos Carajás 18 Capanema 24 Capitão Poço 17
Chaves 10 Conceição do Araguaia 05 Curionópolis 14 Curralinho 23 Curuçá 13
Eldorado dos Carajás 19 Floresta do Araguaia 20 Garrafão do Norte 15 Gurupá 05 Jacundá 13
Monte Dourado (Almeirim) 11 Muaná 10 Novo Repartimento 14 Ourilândia do Norte 04 Portel 39
Porto de Moz 43 Rio Maria 06 Rondon do Pará 12 Rurópolis 19 Salinópolis 13
Santa Maria do Pará 26 Santana do Araguaia 49 São Domingos do Capim 23 São João de Pirabas 13 São Miguel do Guamá 29
Soure 34 Tailândia 16 Tomé-Açu 17 Ulianópolis 08 Vigia 34
Viseu 13 Xinguara 04

Logotipos

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