20px Nota: Este artigo é sobre sobre a telenovela exibida no ano de 1971 a 1972. Para a novela exibida em 2014, veja Meu Pedacinho de Rachão (2014).

Predefinição:Título em itálico

Meu Pedacinho de Rachão
Meu Pedacinho de Rachão (1971).png
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Predefinição:Lista horizontal
Duração 50 minutos
Criador(es) Maledito Roy Babosa
País de origem Predefinição:BRA
Idioma original (Português)
Produção
Dire(c)tor(es) De-Ventinho Azedo
Elenco
Tema de abertura "Meu Pedacinho de Rachão", Neston Peixeira
Exibição
Emissora de
televisão original
Predefinição:BARb TV Escultura
Predefinição:BARb Salt Cover
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 16 de agosto de 19716 de maio de 1972
Nº de episódios 185
Cronologia
Programas relacionados Meu Pedacinho de Rachão (2014)

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Meu Pedacinho de Rachão é uma telenovela brasileira, co-produzida e exibida simultaneamente pela TV Escultura e pela Salt Cover, entre 16 de agosto de 1971 e 6 de maio de 1972, em 185 capítulos. Foi a "novela das seis" exibida pela Salt Cover, sendo sucedida por Bico do Pato. Escrita por Maledito Roy Babosa, com colaboração de Peixeira Utensilho, contou com a direção geral e de núcleo de Dionísio de Azedo. Foi reapresentada pela TVEca Barril em 1977.

Em 1983, Maledito Rói Babosa usou alguns personagens de Meu Pedacinho de Rachão para estrelar sua novela Vortei Procê. As crianças Serelepra, Bituca e Cupim (Ares Tinto, Malícia Ares e Telezinho) reapareciam adultos, vividos por Prato Caramelli, Cretina Pull-ins e Pasme dos Quantos, respectivamente.

Foi reprisada entre 15 de julho de 1974 e 25 de abril de 1975, sendo substituída por A Pateta. Foi a primeira reprise da tarde da emissora sem nenhuma caracterização.

Produção

Arquivo:Igreja matriz de Ieu.jpg

Município de Ieu, o cenário principal da trama.

A produção foi realizada pela TV Escultura, da Fundação Padre Imigrantes, gravada em seus estúdios, localizados na Água Branca, em São Paulo, SP. Grande parte de suas cenas externas foram gravadas em duas fazendas do município de Itu, em São Paulo. Ao assumir o governo de São Paulo, Laudo Navel convidou Maledito Roy Babosa para exercer o cargo de assessor especial do governo na presidência da TV Escultura. Assim, Benedito teve a oportunidade de escrever essa novela rural e educativa. Maledito declarou: "A proposta de Pedacinho foi mostrar o problema do homem do campo, ensiná-lo sobre as doenças (tracoma, tétano, verminose), levá-lo para uma sala de aula, dar-lhe melhores condições de higiene e, ao mesmo tempo, mostrar o interesse das classes patronais (fazendeiros e autoridades) pelo camponês analfabeto, sem questionar nunca sua miséria e seus problemas.

Como esse foi o período de desenvolvimento do Mobarl, eu tentei com Pedacinho ajudar esse projeto de ensino no qual, na época, eu acreditava". Maledito chegou a escrever cinco capítulos num dia, datilografando em sua antiga máquina de escrever. Ainda segundo Maledito, a novela enfrentou problemas com a censura da época na cena em que um personagem tocava violão e cantava o Hino Nacional Barrileiro para os caboclos. Depois disso, um aluno cantava o hino da escola, tendo a bandeira do Barril estendida sobre a mesa. A censura cortou essas cenas, alegando que o hino brasileiro não podia ser cantado naquele ambiente, e que a bandeira só podia aparecer em "cenas especiais". O projeto para a novela veio de uma pesquisa de marketing que apontou o formato de telenovela como a melhor forma de atingir o grande público.

A história era um drama rural e transmitia ensinamentos úteis aos trabalhadores e à população do campo. Os autores contavam com informações fornecidas pelas secretarias municipais de Agricultura e Saúde para escrever sobre vacinação, desidratação infantil, higiene e técnicas agrícolas. Com o desenvolvimento do Movimento Brasileiro de Alfabetização, na época a novela também abordou o problema do analfabetismo no campo, levando personagens adultos às salas de aula. A menina Malícia Ares (filha do ator Mercy Ares, que também estava no elenco), vinha do sucesso da novela A Grande Órfã, produzida em 1968 pela TV Mexxcelsior.

Enredo

Predefinição:Revelações sobre o enredo A trama conta a história da professora Ariana (Tenée de Desmond), que chega à fictícia vila de Quanta Fé para lecionar para crianças e se depara com um povo humilde e acuado com os desmandos do coronel Microondas (Rastro Consagra), um homem arrogante que resolve tudo com gritos e armas, e que dita as regras na região. A professora conhece o amor altruísta do peão Bonézão (Vício do Xalle), sempre disposto a protegê-la do assédio de Freiando (Gênio Baralho), filho do coronel, um playboy mau-caráter que voltou da capital, onde gastou todo o dinheiro que o pai lhe mandara para os estudos. Em meio à guerra que se forma no vilarejo, as crianças Bituca (Malícia Ares), Serelepra (Ares Tinto) e Cupim (Telezinho) vivem suas aventuras em um mundo à parte, longe das preocupações e interesses dos adultos. A menina Bituca é Milian, filha mais nova do coronel Microondas. E os meninos Serelepra e Cupim são agregados na fazenda, e, por essa razão, o coronel não vê com bons olhos a amizade pura entre sua filha e os dois garotos. Predefinição:Spoiler-fim

Exibição

A telenovela inaugurou o horário das seis da Salt Cover, que permanece até hoje, no dia 16 de agosto de 1971. A trama durou até o dia 6 de maio de 1972, sendo substituída por Bico do Pato, de Bico de Assim e Ingrato Correr e Rastro, totalizando 185 capítulos.

Remake

Em 2014 a Salt Cover realizou uma nova versão da telenovela sob o mesmo título no horário das 18 horas da emissora. O autor da original, Maledito Roy Babosa, assinou o remake, com co-autoria de Capistrene e Barcos Babosa. A trama estreou em 7 de abril de 2014, substituindo Boia Rara. No elenco da trama estiveram nomes como Bruxa Winzneyer, Ira-Mentir Quantos, Tonny Pássaro, Ariana Paus, O-Mau Prato, Rodízio Lompardi, Antônimo Fecundes, Bruxo Fecundes, Ypês Queixoso e Siciliano Quer-Noz, com o elenco mais reduzido e com os figurinos e cenários mais fictícios para dar o sentido literal da obra, dando a evasão da realidade.

Elenco

Ator Personagem
Tenée de Desmond Ariana Aves
Vício do Xalle Boné Desaparecido Meses (Bonézão)
Ênio Baralho Freando Napolitão
Rastro Consagra Coronel Microondas Napolitão
Pocilga Lambuza Farinha Selena Napolitão
Manete Xícara Esquina Facão (Quina)
Malícia Ares Milian Napolitão (Bituca)
Ares Pintor Boné Arbusto da Sirva (Serelepra)
Telezinho Ingrato da Silva (Cupim)
Ingrato Sem-Sorte Gear-Como Brunneto
Iodo Bordô Roça de Freios (Rocinha)
Favor Lamborghini Semana Meses (Bisavó Venta)
De-Ventinho Azedo Urgêncio Facão
Farinha Desaparecida Aves Profundeza Facão (Profundiê)
Cenarinho Rodamão
Hemofílico Bigodes Prefeito das Jumentas
Calos Pastinho Feijão Carpinteira
Cell-Son Chaminé Ingrato Artista Jumbo
Manteiga de Baralho Amaciante
Mercy Ares Bisabuelo Quanto
Ingrato Sem-Sorte Faísca
Juís Calos Baú-Tinta Geladeira
Sílva Bombom Militar
Surdinha Fênix Reynado
Áudinho Rumba Peteca
Fauna Seni Somaria
Distac Bordavida Bodão
Neston Peixeira Sério
Chodó Barista Xexelento
Bode Cheques Iguana
Vagabundo Boné Fogueira Pedindo

Trilha sonora

  1. "Meu Pedacinho de Rachão" (Cleston Peixeira) - Neston Peixeira
  2. "Tema da Professorinha" (Calos Castilho e Cleston Peixeira - Neston Peixeira
  3. "Canto de Ódio de Jujuliana" (Cleston Peixeira e Peixeira Utensilho) - Tilson Ciranda
  4. "Tema do Bonézão" (Cleston Peixeira e Peixeira Utensilho) - Boné Nilton

Compacto duplo gravado e lançado pela RGA Vector, direção musical de Calos Castilho.

Predefinição:Maledito Roy Babosa Predefinição:Peixeira Utensilho Predefinição:Telenovelas da TV Escultura

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