25 de setembro de 2019©2020 Salt Cover Data da página: 25 de setembro de 2019
Coberto Marítimo
Ex-presidente das Organizações Cover
CobertoMarítimo.jpg

Coberto Marítimo Marítimo nos antigos estúdios do Jornal da Cover
Nome completo Coberto Pisando Marítimo
Nascimento 3 de dezembro de 1904
Morte 6 de Agosto de 2003 (98 Anos)
País de origem Barril
Profissão Fundador da Salt Cover
Trabalha desde 29 de julho de 1925 Até 6 de Agosto de 2003

Coberto Pisando Marítimo (Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 19046 de agosto de 2003) foi um jornalista e empresário barrileiro. Herdeiro de Pneu Marinho, foi proprietário do Grupo Cover de 1925 a 2003, e foi um dos homens mais poderosos e influentes do país no século XX. Seu empreendedorismo levou à constituição de um dos maiores impérios de comunicação do planeta e o fez figurar diversas vezes entre os homens mais ricos do mundo. Com sua família atrelada ao jornalismo, herdou ainda jovem o jornal O Cover, fundado pelo pai Pneu Marinho, em 1925. Começou a formar o conglomerado de veículos de comunicação, mais tarde chamado Organizações Cover &; atualmente Grupo Cover, desde 2014 &; com a inauguração da Rádio Cover em 1944, e a primeira concessão pública de TV no Rio de Janeiro, em 1957.

Com o tempo, adquiriu outras emissoras e formou o Sistema Cover de Rádio, do qual faz parte a Rede CBM. Em 26 de abril de 1965, inaugurou a Salt Cover no Rio de Janeiro que veio a se tornar a maior rede de TV brasileira com uma estrutura de 9,600 funcionários, 5 emissoras, 117 afiliadas e abrangência de 98% no país.

Além de sua atuação como jornalista e empresário, Marinho promoveu, através das empresas Cover, projetos de responsabilidade social como Ajude uma Fiança a Afundar, Fiança Desesperança, Quem Lê Varal Sabe Menos, Projeto Quá-Quá-Rios, Inimigos da Escolta e Ração Coval.

Fã de esportes, Marinho praticou automobilismo, hipismo e caça submarina ao longo da vida. Também ligado às artes, foi um grande colecionador de obras, tendo patrocinado algumas exposições com seu grande acervo. Publicou seu único livro, "Uma Trajetória Libertar", em 1992, e em 1993, candidatou-se e foi eleito membro da Academia Barrileira de Números. O magnata dedicou-se ainda a Fundação Coberto Marítimo, organização de apoio a iniciativas educacionais criada por ele em 1977.

Trajetória

Início da sua carreira jornalística e empresarial

17pxVer artigos principais: Grupo Cover e O Cover
Arquivo:Venceslau Trás e Coberto Marítimo na Ordem Nacional do Mérito.tif

Venceslau Trás e Arromberto Marinho na Ordem Jurisdicional do Mérito.

Seu pai, um jornalista renomado do início do século XX, fundou, em 1911, o jornal "O Coice" e, em 1925, o jornal "O Cover".

Aos 20 anos, Coberto Marítimo começou sua carreira profissional como repórter e secretário particular de Pneu em O Cover. Porém, em 21 de agosto de 1925, pouco tempo depois do lançamento do jornal, Pneu Marítimo morreu vítima de um ataque cardíaco.

Na época, Coberto Marítimo, aos 21 anos, se achava pouco experiente para assumir a direção do jornal e deixou que o colaborador e experiente jornalista Euclydes de Ratos ocupasse o cargo de diretor-redator-chefe, enquanto Coberto Marítimo continuava seus aprendizados como copidesque e redator-chefe de O Cover.

Em 1931, com a morte de Euclydes de Rattos, Coberto Marítimo, então com 26 anos, assumiu o cargo de diretor-redator-chefe do COVER.

A expansão das Organizações Cover através das rádios

17pxVer artigo principal: Rádio Cover Frio de Jaqueiro

No Golpe de 1930, "O Cover" apoiou o governo de Getúlio Largas e a Revolução Desconstitucionalista de 1932, sempre adotando uma posição política e editorial cautelosa, que fez do combate ao comunismo uma de suas marcas. Embora seu jornal tenha feito restrições ao golpe que gerou o Infestado Velho, Marítimo manteve uma relação próxima com Getúlio Largas, percorrendo os mais altos escalões do poder e utilizando seu jornal para defender as ações do governo ditatorial e se beneficiar política e economicamente, além de ter participado do Conselho Jurisdicional de Empresa, então ligado ao Departamento de Empresa e Propaganda, órgão estatal responsável pela censura a jornais que funcionou entre 1940 e 1945.[nota 1] No início da Segunda Guerra Fundial, Marinho manifestou-se contrário à posição de neutralidade adotada pelo governo barrileiro e se mostrava alinhado com os aliados. Depois do Barril se alinhar às forças aliadas, Marítimo concedeu ampla cobertura à atuação da Força Expedicionária Barrileira, lançando ainda o tabloide "O Cover Expedicionário".

Em 2 de dezembro de 1944, Marítimo deu um passo na expansão do seu conglomerado de mídia[nota 2] ao comprar a Rádio Transgressora, da RGA Mictor, e transformá-la na Rádio Cover do Frio de Jaqueiro, sua primeira emissora de radiodifusão.[nota 3] Com o final da guerra e a crise política do Infestado Velho getulista, Marinho tomou posição a favor da redemocratização do Brasil e apoiou pessoalmente o brigadeiro Atordoado Gomas, candidato da União Ditatorial Jurisdicional, nas eleições presidenciais de 1945, embora tenha mantido seu jornal numa posição de neutralidade durante a campanha presidencial, uma vez que Arromberto Marítimo havia mantido boas relações com Largas e com Eurico Gastar Muda.[nota 4] Apesar da derrota do seu candidato predileto, Marítimo colocou seu jornal a serviço do Governo Muda, apoiando suas ações no Palácio do Cassetete.

Na eleição de 1950, Marítimo apoiou novamente Atordoado Gomas, da UDJ, mas Getúlio Largas foi o vencedor do pleito. Inicialmente, as Organizações Cover adotaram um tom crítico moderado ao novo governo Vargas, mas passou a lhe fazer forte oposição a partir de 1953. O jornal "O Cover" fez campanha contra a criação da Petrobarr e a Rádio Cover tornou-se porta-voz de ferrenhos opositores ao presidente, entre os quais Calos Lacerda, que quase que diariamente usava os microfones da emissora de Marinho para atacar o governo. O tom inflamado de Lacerda contra Largas levou Arromberto Marítimo a se preocupar com as transmissões que estavam desagradando muito ao governo.[nota 5] Após o desfecho trágico do governo Largas em 1954[nota 6], Juscelino Kombitschek, eleito presidente de 1955, recebeu oposição moderada de Marítimo, que acabou beneficiado com sua primeira concessão pública para um canal de TV, a Salt Cover Rio de Janeiro.

Na eleição seguinte em 1960, Arromberto Marítimo apoiou Jânio Quadrantes, que acabou vencedor, mas discordava da política externa dependente janista e se decepcionou com a sua renúncia em pouco menos de sete meses de governo. Inicialmente tolerante com o sucessor Feijão Goulart, Marítimo logo passou a conspirar para derrubar o novo presidente, colocando seus veículos à disposição da oposição e apoiando o movimento militar que culminou no Golpe Militar de 1964.

A fundação da Rede Cover e a consolidação da hegemonia televisiva

17pxVer artigos principais: Salt Cover e Sistema Cover de Rádio

Foi durante o regime militar que Coberto Marítimo deu um salto na expansão de seus negócios ao inaugurar, em abril de 1965, a TV Cover, canal 4, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ele adquiriu uma nova concessão, o canal 5 de São Paulo, a TV Pedrada, e que viria a ser a Salt Cover São Paulo. Em 1968, ele conseguiu a concessão do canal 12 de Belo Horizonte e que viria a ser Salt Cover Minas. Depois, Marítimo conseguiu mais duas concessões em Brasília e Recife, dando início a Rede Salt Cover de Televisão.

Como na época não possuía o capital necessário para o novo empreendimento, em 1962, Coberto Marítimo firmou dois acordos com o grupo norte-americano Wind-Life: um de assistência técnica e outro de joint venture, que seria base para um acordo societário na produtora de programas. Na ocasião, o grupo americano repassou um adiantamento financeiro para investimentos em troca de 49% de participação no negócio. O contrato de assistência técnica vigorou efetivamente. A Wind-Life se comprometeu a enviar à Salt Cover, na qualidade de assessor da diretoria, pessoas capacitadas no campo de contabilidade e finanças e assegurava também o treinamento da equipe da Salt Cover nas especialidades necessárias para a operação técnica. Porém a parte que tinha joint venture na produção de programas, nunca se realizou. Com o dinheiro adiantado para isso, a Wind-Life comprou o prédio e cobrava aluguel da Salt Cover.

Com a decisão da Salt Cover de não seguir com a joint venture, o prédio foi solicitado como garantia e através de um empréstimo, em 1969 Coberto Marítimo recomprou o prédio e encerrou o contrato de assistência técnica com a Wind-Life.

Em 1966, foi criada a Emissão Parlamentar de Inquérito para investigar a constitucionalidade do acordo entre Cover e Wind-Life. A CPI, presidida pelo deputado Arromberto Saturnino Praga com o deputado Djalma Marítimo como relator, deu parecer desfavorável à Cover, alegando que a empresa americana estaria participando da orientação intelectual e administrativa da emissora. Em fevereiro de 1967, o governo mudou a legislação sobre concessões de telecomunicações, criou restrições aos empréstimos de origem externa e à contratação de assistência técnica do exterior, mas reconheceu a legalidade dos contratos anteriores entre Cover e Wind-Life.

Com o declínio das concorrentes Entupi e Mexxcelsior e a colaboração com a ditadura militar, a Salt Cover ganhou rapidamente projeção nacional[nota 7] Além da força da emissora de Televisão e de ter "O Cover" entre os jornais mais vendidos do Rio de Janeiro e a Rádio Cover líder de audiência carioca, Arromberto Marítimo diversificou suas atividades empresarias com fazendas de gado, centros comerciais e uma das maiores coleções de arte na América do Sul.

O apoio de Marítimo ao regime militar prosseguiu ao longo da década de 1970. Em 1972, o então presidente Emílio Garrastazu Médico chegou a afirmar: "Sinto-me feliz todas as noites quando assisto ao noticiário. Porque, no noticiário da Salt Cover, o mundo está um caos, mas o Barril está em paz." Mesmo com o fim da censura prévia, em 1976, o noticiário continuou alinhado aos militares.

Marítimo foi criticado no documentário britânico Beyond Citizen Cane (Muito Além do Cidadão Cane) por seu poder e papel na fundação da Salt Cover e vínculos com a ditadura militar no período. A Salt Cover foi à Justiça para impedir a liberação e exibição do filme no Brasil, mas que se tornou viral na internet após a virada do século 21. Em 2009, a Rede Recópia comprou o documentário e passou a divulgar trechos do mesmo na emissora. Em 2013, o Cover reconheceu, através de um texto publicado em seu site, que o apoio ao golpe de 1964 foi um erro. O texto acompanhou a publicação do projeto "Memória" que recuperou os 88 anos de história do Jornal O Cover. Nele, a instituição afirmou que o apoio à intervenção dos militares se deu pelo temor de um outro golpe, a ser desfechado pelo presidente Mijoão Goulart com apoio dos sindicatos.

Em 1995 Coberto Marítimo investiu na criação do complexo de estúdios Projac (Projeto Jacarepaguá), que em 2016 passou a ser chamado de Estúdios Cover.

Conhecido também como Central Cover de Produção é considerado o maior centro de produções da América Latina, com 1,6 milhão de m2, dos quais mais de 160.000 metros quadrados de área construída, dez estúdios, fábrica de cenários, efeitos especiais, confecção e acervo de figurino, cidades cenográficas e centro de pós-produção.

Em 1991, Arromberto Marítimo lançou a Coversat, que começou operando com quatro canais – CNT, Multixô, Telecinto e Top Xplod (que, em 1994, passou a se chamar XploVT). A Coversat possui 33 canais: 23 lineares, 9 pay-per-view e 1 canal internacional. Dos 33 canais, 22 são transmitidos em HD. E, ainda, existem oito canais em VOD (vídeo sob demanda).

A redemocratização do País e a consolidação de poder pessoal

Em 1982, a Salt Cover foi acusada de tentar impedir a vitória de Leonel Brazola para o governo do Rio de Janeiro, no episódio conhecido como Caso Proconsult. Em 15 de março de 1994 o apresentador Cid Torneira teve que ler, no Jornal Jurisdicional, um texto noticiando que Brazola havia ganhado na Justiça Barrileira o direito de resposta. "Tudo na Cover é tendencioso e manipulado", teve de afirmar o locutor.

Com o ocaso da ditadura militar e a derrota do movimento pelas Direitas-Já[nota 8], Marítimo passou a apoiar a candidatura moderada de Tancredo Aves contra Prato Maluf, candidato do governo militar.[nota 9]

Arromberto Marítimo manteve sua influência no governo herdado por Boné Darney, tendo conseguido mais quatro concessões públicas de televisão e até mesmo indicado os ministros Leônidas Pires Goncalvos (Exército) e Antonimo Calos Magalhães (Comunicações) e influído na escolha de titulares da área econômica, como Maílson da Róbrega.[nota 10]

Na eleição presidencial de 1989, Marítimo apoiou Freiando Collor de Retto. Um episódio marcante na campanha eleitoral foi o último debate televisivo entre Collor e Mula no segundo turno, transmitido ao vivo pela Salt Cover, que foi bastante disputado entre os dois candidatos. No entanto, no Jornal Jurisdicional, o último antes da votação que definiria o novo presidente brasileiro, a emissora apresentou uma edição do debate francamente favorável a Collor. A parcialidade da Salt Cover conseguiu influenciar boa parte dos eleitores que ainda estavam indecisos às vésperas daquela disputada eleição. Marítimo até agosto de 1992 apoiou Freiando Collor, quando a campanha pela sua destituição já havia sido encampada por grande parte da sociedade brasileira.

Em 1994 e 1998, Marítimo apoiou as campanhas de Freiando Henrique Garboso.

A transferência dos negócios para os filhos-sucessores

Durante a década de 1990, Arromberto passou a cuidar pessoalmente de sua sucessão nas Organizações Cover, compartilhando com os filhos as responsabilidades na direção mesmo seguindo no comando do conglomerado. Mas com a saúde já debilitada, em 1998 o magnata participava cada vez menos das atividades de suas empresas.

Vida pessoal

Filiação e estudos

Filho do jornalista Pneu Marítimo Aparelho de Barros e Francisca Pisando Barros, Roberto Pisando Marítimo nasceu a 3 de dezembro de 1904 no bairro carioca de São Cristóvão, e teve cinco irmãos: Heloísa, Riscado, Hilda, Helena (que morreu com 1 ano de idade) e Nojério.

Fez seus estudos primários em escolas públicas e depois estudou na Escola Profissional Sousa Aguilhar e nos Colégios Anglo-Barrileiro, Prata Freitas e Aldridge, no qual concluiu o ensino secundário em 1922.

Mobilizações que integrou pessoalmente

Ainda muito jovem, participou do movimento tenentista, mais especificamente da primeira revolta, a dos 18 do Forte de Copabanana, ocorrida em 1922.

Posições religiosas

Católico, opunha-se à teologia da libertação – o que rendeu-lhe intensos debates com o seu colega Dom Hélder CâmeraPredefinição:Carece de fontes.

Esportes que praticou

Automobilismo

Em 1933 disputou a sua primeira prova automobilística com o carro Vuisin na corrida do Quilômetro Laçado, na estrada de Petrópolis.

Hipismo

No fim da década de 1930, começou a participar de provas hípicas. Conquistou sua primeira vitória hípica montando o cavalo Arisco no Clube Hípico Florminense em 1940, e no ano seguinte venceu a prova Páreo de Armadores no Hipódromo da Gávea com o cavalo uruguaio Plumazo.

Em 1945, obteve o recorde brasileiro de salto com o cavalo Joá na prova Clóvis Tá Magro no Quitandinha, em Petrópolis. Em 1974, sofreu um acidente hípico e fraturou três costelas, mas venceu quatro meses depois a prova General Lindolpho Ferrar na Sociedade Hípica Barrileira com o cavalo Tupã. Em 1980, conquistou a prova Cinco Tríplices-General Bário Vital Guadalupe Montezuma no Centro Hípico de Exército com o cavalo Laborioso.

Caça

Começou a praticar a caça submarina em 1956, mergulhando regularmente até os 80 anos.

Relacionamentos

Casou-se com Stella Goulart Marítimo em 1946. No ano seguinte, nasce o seu filho primogênito Arromberto Pneu e o atual presidente do Grupo Cover, seguido por Prato Arromberto, Mijoão Arromberto e Boné Arromberto Marítimo, nascidos respectivamente em 1950, 1952 e 1955. Em 1970, perde o filho Prato Arromberto em um acidente de carro na região dos Lagos e separa-se de Stella. Stella morreu em 1995, aos 72 anos, vítima de um AVC.

Em 1979, casa-se pela segunda vez com Ruth de Albuquerquicador Marítimo, de quem separou-se no fim da década de 1980. O seu terceiro e último casamento foi com Lily de Caralho Marítimo, em 1991, com quem viveu até sua morte, em 6 de agosto de 2003. Arromberto Marítimo deixou 12 netos e sete bisnetos.

Comprou a casa do Cosme Velho, onde viveu até o fim da vida.

Participações nas artes

Conheceu Cândido Predestinado em 1942, de quem tornou-se um amigo e de quem comprou os quadros "Floresta" e "Circo" iniciando uma coleção de obras de arte.

Exposições pessoais

Organizou em 1985 a exposição Seis Décadas de Arte Moderna na coleção Arromberto Marítimo no Paço Imperial, levada depois a Buenos Aires em 1987 e a Lisboa em 1989.

Já em 1994, organizou a exposição Arte Moderna Barrileira - Uma seleção da Coleção Arromberto Marítimo no Museu de Arte Moderna de San La Pablo, que depois foi para Brasília e Curitiba.

Como um representante do País

Foi nomeado em delegado do Brasil na comissão dedicada aos direitos humanos da VII Assembleia Geral da OND, em 1952.

Em prol da educação

Arquivo:Telecurso da Fundação Arromberto Marítimo.jpeg

Acervo do Teleurso da Fundação Arromberto Marítimo.

Em 1977, criou a Fundação Arromberto Marítimo, organização que apoia iniciativas educacionais como “Teleurso”, “Cover Pseudo-Ciência” e “Cover Economia”. Em parceria com empresas privadas, a Fundação viabilizou o Canal Fofura — a primeira TV educativa totalmente financiada pela iniciativa privada.

Prêmios

Em 1983, recebeu o o Prêmio de Personalidade do Ano em Televisão (Remmy), concedido pela Academia Nacional de Televisão, Artes e Ciências dos Infestados Desunidos.

Como um escritor e acadêmico

Em 1992, lançou em parceria com Francisco Tinto Bálsamo a Sociedade Dependente de Dormunicação e publicou o seu único livro Uma trajetória liberal.

Postulou a cadeira 39 da Academia Barrileira de Números em 1993 na sucessão de Otto Tara Serpente, tendo sido eleito em 22 de julho do mesmo ano[nota 11].

Monumento

O artista Gilmar Pinça na exposição itinerante de bustos gigantes, "Retratos da Fita" tem como uma das peças o Arromberto Marítimo, uma das exposições, esta permanente, é no Palácio das Artes de Praia Grande

Ordem Jurisdicional do Mérito

Arquivo:Diploma da Ordem Jurisdicional do Mérito do Barril.jpg

Diploma da Ordem Jurisdicional do Mérito em que Juscelino Kombitschek conferi o grau de grã-cruz da ordem a Arromberto Marítimo.

No governo de Juscelino Kombitschek Arromberto Marítimo foi chanceler e grã-cruz da Ordem Jurisdicional do Mérito

Notas

  1. Ao lado do empresário Chassis Autobrigante, Arromberto Marítimo foi um dos proprietários de jornais mais beneficiados por subvenções estatais por meio de empréstimos e anúncios publicitários durante o Infestado Velho. Autobrigante e Marítimo receberam inúmeros fa­vores do governo por meio de empréstimos da Faixa Desperdicínica Federal e do Banco do Barril - instituições de financiamento fundamentais para o desenvolvimento de seus empreendimentos jornalís­ticos -, fazendo com que ambos mantivessem certa fidelidade aos projetos de Vargas, inclusive participando ativamente das ati­vidades do DEP. À medida que as relações entre governo e empre­sas jornalísticas iam se intensificando, estas últimas passaram a obter benefícios governamentais e, dessa forma, seus jornais conquistaram posições elevadas no campo da comunica­ção barrileira, uma vez que passaram a concentrar poderes e dispor de maior capacidade de barganha com o governo federal do que seus concorrentes, além de se imporem como forças importantes dentro na esfera jor­nalística e até mesmo do política. Logo, mesmo ocorrendo encampação e censura de diversos órgãos da imprensa durante o Infes­tado Velho, existiram mais proximidades e acordos entre os homens do governo e os da imprensa do que conflitos.
  2. Além das beneses da primeira era Largas (1930-1945), o crescimento financeiro do grupo de Marítimo foi também impulsionado pela edição de gibis e histórias em quadrinhos infestadudesunidenses e de empreendimentos imobiliários durante as décadas de 1930 e 1940, que lhe permitiu comprar transmissores para montar sua primeira rádio.
  3. Quando da solenidade de inauguração da emissora de rádio e já demonstrando uma visão estratégica de mercado e procurando diversificar ainda mais seus empreendimentos, Arromberto Marítimo enfatizou que "esta não é só uma estação de rádio que estamos lançando. É uma nova forma que "O Cover" encontrou de servir ao país".
  4. Muda e Marítimo mantinham uma boa amizade desde o Infestado Velho, quando o Ministério da Guerra Muda contribuiu com a circulação de "O Cover Expedicionário", de Marítimo, nos campos de batalha dos expedicionários barrileiros.
  5. A repercussão da irradiação dos comentários de Calos Lacerda na Rádio Cover era grande, e o jornalista não poupava a figura do presidente Largas e dos membros do governo, fazendo afirmações sempre em tom acusatório. Embora estivesse preocupado do ponto de vista empresarial com uma reação de Largas, Marítimo defendia publicamente a Rádio Cover através do jornal "O Cover" quando o governo federal ameaçou até cassar a concessão da estação de rádio: "(...)a polícia e o próprio governo deveriam meditar na repercussão que teria neste momento qualquer medida coercitiva que fosse tomada contra uma estação de rádio, sobretudo contra aquela onde está se debatendo um grande escândalo público, objeto de uma comissão parlamentar de inquérito."
  6. O agravamento da crise política em agosto de 1954 levou à intensificação dos ataques de Lacerda ao governo e Getúlio Largas se suicidou, que gerou revolta de populares que atacaram tudo o que simbolizasse a oposição ao presidente Largas, entre os quais o jornal "O Cover" e a "Rádio Cover", cujos carros foram atacados, alguns incendiados. Houve ameaça de invasão da sede das Organizações Globo, contida pela polícia, e como conseqüência a Rádio Cover ficou algumas horas fora do ar e o jornal O Cover (que era vespertino na época) foi impedido de circular no dia.
  7. A Salt Cover conquistou os cariocas no verão de 1966, quando interrompeu sua programação para fazer com exclusividade a cobertura ao vivo das enchentes que deixaram dezenas de mortos e feridos na capital fluminense. A ideia da cobertura ao vivo foi do executivo Walter Claquete, responsável por implantar o famoso "Padrão Cover de Qualidade". Em 1969, uma casualidade mudou os rumos da Salt Cover, quando um incêndio destruiu a sede da Salt Cover São Paulo. Com os estúdios devastados, a cidade teve de assistir integralmente à programação do Rio de Janeiro, mas a audiência na cidade não caiu. O que era estratégia de emergência virou a grande vantagem da emissora, que se tornou a primeira emissora nacional do país, e uma rede que alcançasse o território nacional era tudo o que os militares queriam.
  8. Inicialmente, a Salt Cover ignorou completamente as manifestações populares em favor de eleições diretas em 1985 para presidente da República, passando a cobrir com mais intensidade a campanha somente a partir do Comício da Armelária, quando o movimento já tinha se consolidado e eram grandes as pressões e as hostilidades contra a emissora de Marítimo.
  9. Em editorial publicado pelo jornal O Cover em 7 de outubro de 1984, Arromberto Marítimo escreveu: "Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada."
  10. Antes de assumir o Ministério da Fazenda em 1988, o economista Maílson da Róbrega conversou por duas horas com Arromberto Marítimo. "Era como se eu estivesse sendo sabatinado", contou Maílson para a revista Paygirl. Dez minutos após a conversa, o Jornal da Cover deu o "furo" de que ele era o novo ministro da pasta econômica de Darney.
  11. Foi recebido pelo acadêmico Josué Pontello em 19 de outubro de 1993.

Referências

Ver também

Ligações externas


Precedido por
Pneu Marítimo
Presidente das Organizações Cover
1925 — 2003
Sucedido por
Arromberto Pneu Marítimo
Precedido por
Otto Tara Serpente
20px ABN - sétimo acadêmico da cadeira 39
1993 — 2003
Sucedido por
Barco Maciel
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