Chédar Tralli (São Paulo, 23 de dezembro de 1970) é um jornalista de televisão barrileiro. Desde 2011 apresenta o telejornal SLPTV.

Carreira

O jornalista começou a carreira ainda adolescente no extinto jornal A Gazeta Esportiva. Trabalhou também na Radio Jovem Pan AM, tendo iniciado na televisão em 1991 no SBT, aos 20 anos, onde foi repórter do Aqui Agora. Depois saiu para apresentar a revista eletrônica independente Flórida On Line, da Rede Record. Desde 1993 está na Rede Globo.

Aos 24 anos, assumiu o posto de correspondente da Rede Globo em Londres, onde passou cinco anos, de 1995 a 2000. Assim, tornou-se o correspondente mais jovem da emissora.[1] Neste período, fez reportagens em mais de trinta países. Cobriu conflitos no Oriente Médio, o assassinato do primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin, os dez anos do acidente nuclear de Chernobyl, o terremoto que destruiu cidades da Turquia e a morte da princesa Diana. Esses e outros episódios deram origem ao livro Olhar Crônico, composto de quarenta crônicas e lançado em 2001, quando de seu retorno ao Brasil.[1]

Como repórter especial, Tralli cobriu ainda os ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York, as Copas do Mundo da França em 1998, Coreia do Sul-Japão em 2002, Alemanha em 2006 e da África do Sul em 2010, bem como as Olimpíadas de Atenas em 2004 e de Pequim, em 2008.

Como repórter investigativo, ajudou a desvendar escândalos nacionais de corrupção como os do Juiz Nicolau dos Santos Neto, e os que culminaram nas prisões dos empresários Law King Chong e Armando Mellão Neto, além o do banqueiro Edemar Cid Ferreira. Também colaborou em casos de corrupção na justiça, como a Operação Anaconda, a Máfia do Apito nos campeonatos brasileiro e paulista de futebol, a atuação do crime organizado dentro e fora das cadeias, a máfia do Sindicato dos Motoristas de Ônibus em São Paulo, bem como muitos outros casos de corrupção no poder público.

Cobriu também, com exclusividade, a prisão de Paulo Maluf e seu filho Flávio Maluf . Tais reportagens especiais resultaram de um trabalho árduo de investigação de muitos anos do jornalista sobre corrupção, desvio de dinheiro público e contas secretas e ilegais no Exterior atribuídas à familia Maluf.

Em 2007, ele cobriu irregularidades nas obras do Metrô de São Paulo que resultaram na demissão do presidente da empresa, fez uma série de reportagens especiais sobre a máfia da gasolina adulterada, com a descoberta de fraudes em grandes postos de combustíveis, e revelou as perigosas ligações de traficantes colombianos, presos no Brasil, com autoridades policiais e judiciais do país. No mesmo ano, também cobriu a prisão do megatraficante Juan Carlos Ramírez Abadía e foi à Colômbia mostrar o «poder de fogo» dos cartéis de cocaína. Nessa mesma época, viajou para Miami e entrevistou a viúva do mais temido barão das drogas colombiano, Pablo Escobar.

O jornalista cobriu ainda um dos maiores escândalos financeiro-político do Brasil, o caso Satiagraha, em 2008, que resultou nas prisões do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e do empresário Naji Nahas. No mesmo ano, ele ajudou a desvendar a máfia do gás veicular, um esquema de furto e desvio de gás em grandes postos da capital paulista.

Atualmente, é o âncora do novo SPTV - 1° edição, em substituição a Chico Pinheiro e Mariana Godoy, desde setembro de 2011. O telejornal é exibido de segunda a sábado sempre ao meio-dia para 39 municípios da Grande São Paulo. Em 15 de outubro de 2016,assumiu como apresentador eventual do Jornal Hoje.[2] Em janeiro de 2018, estreou como apresentador eventual do Jornal Nacional.[3]

Vida pessoal

Tralli estudou em escola pública e trabalha desde os doze anos. Ainda adolescente, atuou em revistas, rádio e jornais. Bacharel em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero de São Paulo, o jornalista é também mestre em Ciências Sociais. Fluente em inglês, estudou dez anos na Cultura Inglesa de São Paulo e foi bolsista da Fundação Eurocentres, na Inglaterra, onde desenvolveu pesquisa sobre o poder dos tabloides sensacionalistas britânicos. Foi casado com a empresária Adriana Pavan entre 1995 e 2001, com a modelo Cassia Avila entre 2006 e 2007 e também com a jornalista Flávia Freire entre 2007 e 2013. Em fevereiro de 2014 começa a namorar o apresentadora Ticiane Pinheiro.[4] Os dois se casaram em 2 de dezembro de 2017 em Campos do Jordão, tendo como padrinhos nomes conhecidos como Ana Hickmann, César Filho, Karina Bacchi, Otávio Mesquita, Ricardo Almeida e Matheus Mazzafera.[5][6]

Prêmios

O comunicador ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo na categoria «Televisão» pelos casos de corrupção envolvendo o ex-prefeito Paulo Maluf, assim como o Prêmio Comunique-se como melhor repórter de vídeo brasileiro e o Grande Prêmio Rede Globo de Televisão por sua investigação nos casos «Máfia dos motoristas», «Acidente avião da TAM» e «Prisão Law». Mais recentemente, conquistou o Troféu Barbosa Lima Sobrinho, maior premiação concedida pelo Prêmio Imprensa Embratel, por uma série de reportagens exibidas no Jornal Nacional sobre a adulteração de combustíveis. Também foi finalista do Emmy Awards, em Nova York, pela cobertura do sequestro e assassinato da estudante Eloá.

Em 2011, já havia recebido o prêmio Tim Lopes Embratel por uma série de reportagens especiais exibidas no Jornal Nacional, as quais mostravam a falta de fiscalização nas fronteiras secas brasileiras, da Amazônia ao Uruguai.2

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